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Versatilidade na carreira: a realidade de universitários que atuam em áreas diferentes

Estudantes, que trabalham em duas áreas, explicam como conciliam as ocupações e afirmam que o lado financeiro pesa muito nessa hora.

Por Karina Soares

A formação acadêmica é fundamental para a capacitação profissional e proporciona um crescimento pessoal único. Ter uma atividade profissional, distinta do curso que estuda, exige do aluno responsabilidade, comprometimento e muita força de vontade para conciliar duas profissões.

Estudante do 4° período de Biomedicina e também fotógrafo, Rômulo Araújo conta como ingressou em duas profissões tão diferentes. “Sempre me identifiquei muito com a área de ciências biológicas, modalidade médica. Acho linda a busca pela cura e pelo tratamento de doenças, que é uma das principais atuações do biomédico. Porém, eu amo muito fotografar, faço fotos desde os 12 anos e, sem sombra de dúvidas, é uma das coisas que realmente me dedico por inteiro.”

O fotógrafo explica que, além de amar fotografar, isso o ajuda nas despesas acadêmicas. “Os lucros dos trabalhos sempre me ajudam nas despesas que, por sinal, são altas. Esse talento é crucial na minha vida”. Rômulo organiza suas atividades como fotógrafo de uma maneira que elas não atrapalham os estudos. “Não marco nenhum trabalho duas semanas antes das provas; nos outros dias, que tenho trabalhos acadêmicos e apresentações, consigo trabalhar, não interfere em nada, pois sei separar as coisas”, ressalta.

Outro que também enveredou por ter carreiras mútuas, foi o músico e estudante do 4° período de Jornalismo, Vinícius Quixaba. O interesse pela música começou aos 12 anos, quando participava de bandas na igreja. “Quando passei para o curso de Licenciatura em Música na UFMA, ela ficou mais presente na minha vida, não só como hobbie, mas como profissão”, relembra Vinícius. O interesse pelo jornalismo começou na família e no primeiro emprego, que foi em uma empresa de assessoria de comunicação. “O jornalismo e a música estão interligados na minha vida, o conhecimento de um me ajuda na outra profissão”.

Com dificuldades financeiras e pai de primeira viagem, o estudante encontrou, na música, uma forma de dobrar a renda da família. “Comecei a trabalhar em barzinho. Estava precisando aumentar a minha renda, porque, na época, eu fui pai, então, tinha que pagar aluguel e foi muito difícil no começo. Já tenho quase quatro anos de carreira, hoje trabalho como músico em algumas casas de shows aqui em São Luís”, explica Vinícius Quixaba. 

Diferente de Rômulo, Vinícius encontra algumas dificuldades para conciliar as ocupações. “Eu tenho que me organizar muito nos horários, pois, na maioria das vezes, trabalho à noite em barzinhos, festas etc. Perco noite de sono, mas uso um tempinho para me atualizar e dar uma lida no material. Mando WhatsApp para todo mundo para saber se estou esquecendo algo. Quando saio da universidade, já estou me preparando para outra apresentação”.

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