Jornalismo

Pensar além do estágio

Monitoria, extensão e freelas também são caminhos para aplicar o que se aprende em sala de aula

Fotos e texto:  Samya Ribeiro

Muitos estudantes aspiram por colocar seus conhecimentos em prática, e essa “sede” não tem dia e nem hora. Todos os cursos possuem a disciplina de Estágio Obrigatório em sua matriz curricular, mas há universitários que não querem esperar. Aureo de Brito é um deles. O acadêmico do 7º período de Fisioterapia contou que está sendo monitor pela segunda vez consecutiva e elenca suas motivações. “A razão é unir o útil ao agradável. Além de incrementar o meu currículo, o fato de estar ajudando outras pessoas e ainda colocar em prática os meus conhecimentos é muito gratificante”, disse.

MATÉRIA PENSAR ALÉM DO ESTÁGIO - Aureo de Brito, estudante de Fisioterapia, repassando seus conhecimentos na monitoria da disciplina de Cinesiologia

A monitoria é uma forma de auxiliar outros alunos no processo de ensino-aprendizagem e, apesar de buscar despertar o interesse pela docência, ela não é limitadora, pois aprimora as habilidades do aluno-monitor em diversas áreas, como, por exemplo, no desenvolvimento de atividades didáticas. Além disso, pode ser considerada uma via de mão dupla. “É importante tanto para quem está reforçando o conteúdo como para quem está ensinando, que acaba fixando ainda mais o assunto e lapidando a oralidade”, acrescentou Aureo.

Contudo, a prática não acaba por aí. A extensão, terceiro pilar do tripé acadêmico, é também uma das opções para praticar a bagagem advinda do ensino e da pesquisa, com os anseios da comunidade onde a universidade está inserida. Adriana Silva, estudante do 5º período de Publicidade e Propaganda, revelou que sempre teve curiosidade em saber como funcionava os projetos de extensão oferecidos pelo CEUMA. “Às vezes, nós não nos identificamos com algo na teoria, mas quando nos inserimos no campo da prática, vemos como funciona de verdade e aí sim, a coisa pode mudar”, declarou.

A coordenadora do Núcleo de Empregabilidade e Carreira, professora mestre Daiane Bentivi, explicou a importância do desenvolvimento de competências que estão ligadas à prática profissional. “Nessas atividades, o aluno consegue aprimorar não só as habilidades técnicas de sua área, mas também habilidades comportamentais, como a forma de lidar com desafios, de ter relacionamentos interpessoais dentro do ambiente de trabalho e postura profissional”.

A produção de trabalhos independentes, como o realizado pelos freelances, é mais uma alternativa para os universitários que almejam aplicar seus conhecimentos, sobretudo com a era digital, em que o profissional pode disponibilizar seus projetos em formato de portfólio, configurando-se como uma ponte entre potenciais clientes.

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