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“Denunciei e agora?” Lei Maria da Penha completa 12 anos e orienta o que fazer em casos de violência

Por Kélia Lemos e Taynara Silva

No Brasil, uma mulher é assassinada a cada duas horas, o que representa uma média de 12 mortes por dia, colocando o país como o 5º mais violento do mundo para mulheres, e o 4º em casos de feminicídio.  Com base nesses dados, a Secretaria de Estado da Mulher (Semu) vem realizando, em todo o Maranhão, um ciclo de palestras intitulada “Denunciei, e agora?” que busca conscientizar mulheres sobre o que fazer em casos de violência. O evento esteve na Universidade Ceuma nessa quinta-feira (30), e foi uma das programações da Semana de Psicologia.

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A palestrante Calíope Almeida, psicóloga da Ouvidoria da Secretaria de Estado da Mulher, afirma que o objetivo da ação é orientar as mulheres quanto aos diversos casos de violência, seja ela física, sexual, patrimonial, moral e outras. Ela alerta que é necessário fugir da romantização do relacionamento abusivo e ficar atenta ao ambiente e situação em que se encontra a relação, pois na maioria dos casos, a violência parte de pessoas próximas, como familiares e pessoas com quem a vítima está se relacionando ou já se relacionou. Aí pode morar o chamado “ciclo de violência”, aliás, você sabe o que é isso?

O “ciclo de violência” começa com a fase da tensão, onde momentos de raiva, insultos e ameaças vão se acumulando. A etapa seguinte é a fase da agressão, em que há descontrole e violenta explosão da tensão acumulada na fase anterior. A terceira e última etapa é chamada fase da lua de mel, onde o agressor quer ‘fazer as pazes’ e promete mudanças, agindo como se nada tivesse acontecido. A mulher então acredita que aquilo não vai mais se repetir e não registra a ocorrência, permanecendo com o agressor.  Aí está o perigo.

Este ano a Lei Maria da Penha completou 12 anos e vem ganhando avanços importantes que incentivam as mulheres a fazerem as denúncias, como mostra o gráfico abaixo:

 

GRÁFICO

Mas após a denúncia, quais os próximos passos?

  • Afastar-se do agressor, evitando todo e qualquer tipo de contato
  • Pedir medidas protetivas caso necessário
  • Procurar ajuda na Rede de Enfretamento à Violência

O evento contou com a presença de alunos dos cursos de Psicologia e Direito e ainda com a Assessora do Departamento de Enfretamento de Violência contra a Mulher da Secretaria de Estado, Beatriz Alves.

 

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