Jornalismo Saúde

Doutores do Sorriso: uma forma diferente de tratar a dor

Por Ismael Vasconcelos

Ousadia e alegria. Esse é o lema que motiva os Doutores do Sorriso, um grupo de voluntários do curso de Medicina da Universidade Ceuma que leva alegria às crianças internadas em hospitais, devolvendo a esperança a estes pacientes, ainda que se encontrem em meio a tantas dificuldades.

“É necessário ser ousado para enfrentar os problemas e alegre para encarar a vida como ela é”, afirmou Gerson Júnior, um dos coordenadores do projeto. Segundo ele, o Doutores do Sorriso foi fundado por Luís Jorge, médico e ex-aluno do Ceuma, que sentiu a necessidade de montar o grupo por perceber a ausência de uma boa comunicação entre médicos e pacientes devido ao distanciamento que, muitas vezes, existe entre estes.

Segundo Salomão Santos, o objetivo do grupo é, além de levar alegria às crianças e esperança a seus familiares, humanizar os profissionais da área da medicina para que possam exercer seu trabalho de modo mais proveitoso.

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Ao elaborar o projeto, Luís Jorge contou com o apoio de seus orientadores, de alguns voluntários e do hospital pediátrico UPC, que incentiva continuamente o trabalho dos Doutores. “Uma das dificuldades encontradas no desenvolvimento do projeto foi a falta de incentivo por parte de alguns profissionais da área, que não concordavam com a ideia de médicos no papel de ‘palhaços’”, relembrou Gerson Júnior.

O grupo, que iniciou com um número pequeno de pessoas, hoje conta com uma equipe de 66 membros, que realizam visitas em hospitais aos sábados, promovendo ainda ações extras, como o “McDia Feliz” contando com parcerias, como por exemplo, o “palhaço Gilson”, que sempre se mostra disposto a colaborar.

“Participar dessas ações é algo muito marcante, porque parece que você realmente fez aquele dia ser melhor para aquela criança. Um momento que significou muito para mim foi quando conhecemos a Kely, de 15 anos, que mesmo com algumas complicações, é uma pessoa cheia de alegria”, relatou Marianna Galiza a respeito de sua experiência como Doutora do Sorriso.

Podem fazer parte do grupo de voluntários, alunos de medicina que estejam interessados e sejam aprovados no processo seletivo, que compreende duas etapas: a primeira avalia questões como criatividade e trabalho em equipe, a segunda, consiste em uma visita a um hospital, onde é avaliado o desempenho do candidato.

Salomão Mendes relembrou que foi justamente durante essa segunda etapa do seletivo, que ele vivenciou uma das situações mais marcantes: “Na visita ao hospital, encontrei um garotinho emburrado, sem querer brincar com ninguém. Então, comecei a conversar com ele, e depois ele já estava sorrindo comigo. Quando precisei ir, ele me deu um forte abraço. Um gesto simples, porém único, algo que eu nunca esqueci”, revelou Salomão.

O coordenador do grupo finalizou dizendo que, mesmo com um simples gesto, é possível fazer uma grande diferença na vida de alguém e, ao fazer isto, nos tornamos melhores. Disse ainda, que devemos “olhar mais para o lado” e entender de que forma podemos trazer alegria a quem talvez não a possua. Esta mensagem fica clara em uma das frases que é muito utilizada pelo grupo: “Comprimidos aliviam a dor, mas só o amor alivia o sofrimento.

 

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