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Pesquisas alimentares: uma transição nutricional

Por Kélia Lemos

A XV Jornada de Nutrição e o IV Simpósio de Nutriciência Ceuma promoveram a palestra “Trajetória em pesquisas: estratégias e impactos”, ministrada pela Dra. Cristiane Hermes Sales, Bacharel em Nutrição pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte – UFRN, Mestra em Ciência dos Alimentos e Doutora em Ciências pela Universidade de São Paulo – USP.

FOTO 1 Dra. Cristiane Sales ministrou sobre avanços e tendências no campo de pesquisa da área

A palestra foi focada nos impactos e tendências das pesquisas relacionadas ao tema e trouxe alguns campos da área de alimentação e nutrição, como:

– Campo alimentar: que trata sobre comida, trabalho, linguagem, simbolismo, subjetividade, vida humana em sociedade.

– Campo da alimentação: trata da geração de saberes sobre comida, como mediadora de relações sociais entre seres humanos.

– Campo do Nutrir: aborda temas como dieta, parte clínica, epidemiologia, biomedicina, vida biológica na natureza.

– Campo da nutrição: dirigido à produção de conhecimentos sobre os nutrientes e suas interações nas células do corpo humano normal ou patológico;

Cristiane Sales reforçou que é importante não sucumbir a exageros e radicalismos desnecessários. Intolerâncias precisam ser devidamente analisadas, mas dietas restritivas de lactose, frutose, glúten, etc. são tendências que podem resultar em transtornos alimentares, então é preciso ficar atento e não adotar tendências alimentares sem uma real necessidade de cada organismo.

Ela destacou ainda que não é incomum ouvir em dado momento que um alimento é bom e em outro momento vilão. Esse tipo de mudança mostra que as Ciências da Saúde estão em constante processo de evolução, fato que exige do campo de pesquisa questionamentos e reflexões, pois como parte da nossa vida, a alimentação não pode ser uma punição.

foto-2-12.jpg Dra. Cristiane Sales e organizadores do evento

“Toda mudança que a gente traz da transição nutricional, como as relações com obesidade e os fatos específicos que a gente vai descobrindo ao longo do tempo com as pesquisas e tendências, mostram que não é um único nutriente, mas um conjunto de fatores que envolvem o que tem dentro de cada um, como a questão genética, microbiota e o próprio ambiente em que se vive que influenciam no funcionamento de cada organismo”, finalizou a doutora.

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