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Difteria e Corinebacterioses: patologias negligenciadas que precisam de atenção

Por Kélia Lemos

Com casos de Difteria e outras doenças consideradas erradicadas sendo notificadas não só no Brasil, mas em vários países do mundo, a preocupação com a doença traz à tona discussões como: cuidado e prevenção, mudanças nos aspectos clínicos da doença, mudanças no perfil epidemiológico, etc.

Com foco no assunto, o curso de Biomedicina da Universidade Ceuma promoveu a palestra: “Aspectos atuais da difteria e corinebacterioses: doenças ainda negligenciadas”, que foi ministrada pela professora Ana Luíza de Mattos-Guaraldi, graduada em Ciências Biológicas pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro – UERJ, Mestra em Ciências (Microbiologia) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ e Doutora em Ciências (Microbiologia) pela UFRJ.

Dra. Ana Luíza alerta que doenças continuam ocorrendo no Brasil e no mundo

Durante o evento, a Dra. Ana Luíza frisou: “o meu principal objetivo é alertar que a difteria continua acontecendo no Brasil frequentemente, e a gente tem que atualizar a forma como isso vem ocorrendo, mesmo com as pessoas tendo recebido vacina. Todo mundo é obrigado, teoricamente, a se vacinar, mesmo assim a doença continua existindo”.

Sobre o campo de investigação, a Dra. Ana Luíza mencionou que têm sido feitas pesquisas para que haja cada vez mais a melhora no entendimento dos mecanismos da doença, assim como também, para a melhoria do controle no Brasil e no mundo.

Durante o evento Dra. Ana Luíza faz alerta sobre Difteria e Corinebacterioses

A professora observou ainda, que o campo de investigação tem papel importante nesse cenário: “os micro-organismos em geral vão sofrendo mutações, então a gente tem que ir adequando as pesquisas e fazer o que a gente chama de Vigilância Epidemiológica para poder controlar as doenças”, pontuou.

Sobre a doença ainda ser negligenciada, a professora acredita que isso ocorre tanto pelo cenário – onde há uma confiança natural por conta da vacina, quanto pelos aspectos clínicos de mudança, bem como, pela pouca divulgação dos casos: “como as pessoas estão parcialmente imunizadas, elas têm um pouco de defesa por causa da vacina, com isso, as características clínicas mudam fazendo os clínicos se confundirem, e pelo fato de não ser divulgado em todos os lugares que a difteria continua existindo, isso ainda culmina na perda de pacientes”, analisou.

Ao final do evento a professora ainda chamou a atenção para um novo aspecto que precisa ser acompanhado: “vale ressaltar também que agora tem esse outro micro-organismo que a gente chama de difteria zoonótica, ou seja, vinda de animais, que é um campo novo que precisa ser investigado”, concluiu.

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